02/07/09 - Sobe o pano. Iríamos mostrar para Paulinho tudo que fizemos em relação à nossa interface, isso quer dizer, uma imagem de sete. Mostramos, professor nos ajudou no sentido de nos orientar para não sofrermos demais com os compassos, deixamos uma pessoa para marcá-los e nos dar as deixas enquanto podemos nos mover à vontade. Também trabalhamos e pensamos muito esse movimento com expressão. Dificílimo. O tempo vem correndo, vou começar a cortar tudo que não der certo.
Uma coisa que refleti que é muito interessante é como cada um pode participar do projeto. Na hora de definir e escolher as imagens, eu fiz o serviço praticamente sozinho e fiquei muito decepcionado por não ter sido algo feito por todos. Mas ontem, durante os ensaios, cada um foi dando sua pitada no trabalho, não é que não queriam participar, é a cada um cabe uma maneira própria de se envolver, eu preciso aprender isso.
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Interface III
Interface II
25/06/09 - Primeiro dia das consultorias com Paulinho para o trabalho da interface corpo-poesia.
Durante a semana houve um encontro entre eu, Dolores e Felipe, nesse encontro suscitamos algumas imagens possíveis e as passei ao resto do grupo por e-mail. Quando nos encontramos com o professor, primeiro buscamos acertar e definir com clareza nosso tema, nossas idéias e principalmente o que faríamos. Conforme a conversa avançou fomos chegando a primeira proposta de imagens, saímos de lá nesse pique, defini uma primeira configuração e fomos para casa. Fim.
Por que não estou falando muito? Porque essas coisas estão todas em fase de feitura, será melhor falar quando sua cara final aparecer.
Por que não estou falando muito? Porque essas coisas estão todas em fase de feitura, será melhor falar quando sua cara final aparecer.
Interface I
18/06/09 - Sobe o pano. Hoje fomos fazer um bate papo coletivo sobre a interface. Foi quente, muito quentinho mesmo.
Eu não estava muito disposto energéticamente por uma série de negligências:
- Foram distribuídos alguns textos para serem lidos pelo grupo, que não foram.
- Não houve uma vontade de participação na concepção.
Aí chegamos na aula, e tínhamos que falar sobre nossas idéias, mas não as tínhamos discutido ainda e nem. Aí fomos discutir, bater idéias, bater boca, blábláblá, tititi. Chegamos num consenso que não é muito consensual, mas foi.
Caminho como metáfora da vida - Agir por não agir. Abstração da força motora. A sustentação dos pólos. Todas essas e outras viagens dentro de imagens conectadas com o corpo.
Prometemos estudar e fazer força para nos encontrar. Veremos.
Os outros grupos farão interface corpo - música (música de liberdade/protesto) e interface corpo - Imagem (cor). Sei lá o que vai sair daí.
Nesse final de curso ando refletindo bem menos, também me interessando menos pelo trabalho alheio, cada vez me foco mais nas coisas que preciso fazer, nas responsabilidades a cumprir. Aff.
Eu não estava muito disposto energéticamente por uma série de negligências:
- Foram distribuídos alguns textos para serem lidos pelo grupo, que não foram.
- Não houve uma vontade de participação na concepção.
Aí chegamos na aula, e tínhamos que falar sobre nossas idéias, mas não as tínhamos discutido ainda e nem. Aí fomos discutir, bater idéias, bater boca, blábláblá, tititi. Chegamos num consenso que não é muito consensual, mas foi.
Caminho como metáfora da vida - Agir por não agir. Abstração da força motora. A sustentação dos pólos. Todas essas e outras viagens dentro de imagens conectadas com o corpo.
Prometemos estudar e fazer força para nos encontrar. Veremos.
Os outros grupos farão interface corpo - música (música de liberdade/protesto) e interface corpo - Imagem (cor). Sei lá o que vai sair daí.
Nesse final de curso ando refletindo bem menos, também me interessando menos pelo trabalho alheio, cada vez me foco mais nas coisas que preciso fazer, nas responsabilidades a cumprir. Aff.
Massagens
04/06/09 - Sobe o pano. Primeiramente fomos discutir os espetáculos vistos anteriormente - "Imagens não explodidas" e "por um fio em lã".
Discutimos sobre a abstração e o aristotélico na construção do espetáculo, sobre o espetáculo que se encerra em si e o espetáculo que o espectador leva para casa.
Eu fiquei viajando na seguinte reflexão, que vou passar adiante - Será que um espetáculo concebido de forma aristotélica mas construido através da abstração não poderia também se tornar um espetáculo que se leva para casa?
Depois fomos fazer alguns dos exercícios mais gostosos que já fiz na escola Sesc. Primeiro fomos brincar de pesado, criando um gestual que explorasse essa qualidade. Fizemos em duplas, fiz com Bianca e acabamos em algumas das posições mais engraçadas de toda a minha vida.
Foi interessante para mim, como ator, saber que posso, quando quiser, pensar em qualidades para minhas personagens e fazer pequenos laboratórios como esse, começar não com o gesto definido, mas com a busca da qualidade desejada no gesto, seja ele o que for. E dessa busca encontrar o gesto que melhor traduza a qualidade adaptada ao contexto, assim as possibilidades aumentam e se tem outra ferramenta para evitar cair nos clichês.
Depois fomos buscar o leve, primeiro sozinhos e depois todos juntos, foi uma viagem muito agradável.
Por fim o melhor. O professor nos dividiu em dois grupos e pediu que uma pessoa de cada grupo deitasse e fechasse os olhos. Eu como mais amostrado fui o primeiro do meu grupo, que era composto por: Eu, Thaysa, Paula, Bianca, Guil e Marquinhos.
O exercício era nada mais, nada menos, que uma massagem de todos na pessoa deitada. Depois a pessoa era içada e ia dar uma passeio de olhos fechados carregada pelas pessoas do grupo. Como fui primeiro tive mais tempo e muito, muito gostoso.
Depois ajudei a massagear todo mundo, uma coisa importante dessa massagem é que conforme você vai se habituado, você busca novas formas de massagear, assim deve ser com a personagem, se ela tem uma tarefa, é importante que o ator descubra mil formas de realizar essa tarefa, para escolher dentre as mil a que melhor serve à personagem. E a única forma de encontrar essas mil formas é fazer da forma que se sabe e depois ir procurando pequenas alterações, ou bruscas, dependendo das circunstâncias, e vendo quais dessas alterações desfiguram a tarefa e quais propõe uma outra forma de fazê-la, criando assim um repertório para a escolha de cada patitura.
Finda as massagens, nos dividimos em grupos para comerçarmos a pensar nas interfaces, trabalho final do lab. de corpo. Meu grupo ficou - Eu, Paula, Thaty, Garrel, Dolores, Felipe e Mauro e nossa interface é com a poesia. Fizemos um exercício de abstração de ideias proposto pelo professor e chegamos às poesias que falam do caminho como metáfora da vida.
Fim. Tchau.
Discutimos sobre a abstração e o aristotélico na construção do espetáculo, sobre o espetáculo que se encerra em si e o espetáculo que o espectador leva para casa.
Eu fiquei viajando na seguinte reflexão, que vou passar adiante - Será que um espetáculo concebido de forma aristotélica mas construido através da abstração não poderia também se tornar um espetáculo que se leva para casa?
Depois fomos fazer alguns dos exercícios mais gostosos que já fiz na escola Sesc. Primeiro fomos brincar de pesado, criando um gestual que explorasse essa qualidade. Fizemos em duplas, fiz com Bianca e acabamos em algumas das posições mais engraçadas de toda a minha vida.
Foi interessante para mim, como ator, saber que posso, quando quiser, pensar em qualidades para minhas personagens e fazer pequenos laboratórios como esse, começar não com o gesto definido, mas com a busca da qualidade desejada no gesto, seja ele o que for. E dessa busca encontrar o gesto que melhor traduza a qualidade adaptada ao contexto, assim as possibilidades aumentam e se tem outra ferramenta para evitar cair nos clichês.
Depois fomos buscar o leve, primeiro sozinhos e depois todos juntos, foi uma viagem muito agradável.
Por fim o melhor. O professor nos dividiu em dois grupos e pediu que uma pessoa de cada grupo deitasse e fechasse os olhos. Eu como mais amostrado fui o primeiro do meu grupo, que era composto por: Eu, Thaysa, Paula, Bianca, Guil e Marquinhos.
O exercício era nada mais, nada menos, que uma massagem de todos na pessoa deitada. Depois a pessoa era içada e ia dar uma passeio de olhos fechados carregada pelas pessoas do grupo. Como fui primeiro tive mais tempo e muito, muito gostoso.
Depois ajudei a massagear todo mundo, uma coisa importante dessa massagem é que conforme você vai se habituado, você busca novas formas de massagear, assim deve ser com a personagem, se ela tem uma tarefa, é importante que o ator descubra mil formas de realizar essa tarefa, para escolher dentre as mil a que melhor serve à personagem. E a única forma de encontrar essas mil formas é fazer da forma que se sabe e depois ir procurando pequenas alterações, ou bruscas, dependendo das circunstâncias, e vendo quais dessas alterações desfiguram a tarefa e quais propõe uma outra forma de fazê-la, criando assim um repertório para a escolha de cada patitura.
Finda as massagens, nos dividimos em grupos para comerçarmos a pensar nas interfaces, trabalho final do lab. de corpo. Meu grupo ficou - Eu, Paula, Thaty, Garrel, Dolores, Felipe e Mauro e nossa interface é com a poesia. Fizemos um exercício de abstração de ideias proposto pelo professor e chegamos às poesias que falam do caminho como metáfora da vida.
Fim. Tchau.
Improvisação.
28/05/09 - Sobe o pano. Bianca, Marquinhos, e mais alguém que já não lembro foram fazer o comentário e exercício sobre o exercício de postura proposto por tio Stan. Já Geraldo e Dolores foram falar de improvisação.
Quanto ao primeiro, vimos como a postura é o início de qualquer partitura, e como deve manter nosso equilíbrio e energias prontos para o movimento que ela prepara, fizemos brincadeiras com cegueira e cabos de vassoura, a título de experimentação.
Na segunda Geraldo falou muito sobre a improvisação que fornece informações ao ator, e a livre. Quanto a isso lembro do que M. Chekov fala sobre improvisação - É necessário algo definido, um começo e um fim, para que o ator se sinta realmente livre para improvisar - penso o seguinte, mesmo que quem coordena o exercício ou o diretor não tenham dado orientação, o ator vai precisar escolher algo, de seu passado/presente/futuro/imaginação/sonhos/o raio que o parta para começar; a única coisa que se improvisa do nada é o nada.
Nisso Chekov apresenta um programa bem legal para exercitar improvisações. Vou falar um pouquinho dos exercícios propostos.
1 - Escolha um começo e um fim, se possível aleatórios ou contrastantes, depois defina um tempo e comece.
2 - Quando se sentir à vontade, vá inserindo cada vez mais informações, novas marcações no meio da cena, um tema. Procure sempre variar ao máximo e trabalhar com situações contrastantes ou caóticas.
Pronto. Não procure mudar o tempo, mantenho instável. 5 a 10 minutos é suficiente para cada improvisação.
Geraldo trabalhou isso com balões e tempo ritmo, com os balões deveríamos improvisar um movimento, então essa foi nossa largada, e, para desafiar-nos mais, uma música foi solta para improvisar no ritmo oposto ao da música, foi uma bruta confusão. Mas gostei. Aprendi e pensei fazendo.
Quanto ao primeiro, vimos como a postura é o início de qualquer partitura, e como deve manter nosso equilíbrio e energias prontos para o movimento que ela prepara, fizemos brincadeiras com cegueira e cabos de vassoura, a título de experimentação.
Na segunda Geraldo falou muito sobre a improvisação que fornece informações ao ator, e a livre. Quanto a isso lembro do que M. Chekov fala sobre improvisação - É necessário algo definido, um começo e um fim, para que o ator se sinta realmente livre para improvisar - penso o seguinte, mesmo que quem coordena o exercício ou o diretor não tenham dado orientação, o ator vai precisar escolher algo, de seu passado/presente/futuro/imaginação/sonhos/o raio que o parta para começar; a única coisa que se improvisa do nada é o nada.
Nisso Chekov apresenta um programa bem legal para exercitar improvisações. Vou falar um pouquinho dos exercícios propostos.
1 - Escolha um começo e um fim, se possível aleatórios ou contrastantes, depois defina um tempo e comece.
2 - Quando se sentir à vontade, vá inserindo cada vez mais informações, novas marcações no meio da cena, um tema. Procure sempre variar ao máximo e trabalhar com situações contrastantes ou caóticas.
Pronto. Não procure mudar o tempo, mantenho instável. 5 a 10 minutos é suficiente para cada improvisação.
Geraldo trabalhou isso com balões e tempo ritmo, com os balões deveríamos improvisar um movimento, então essa foi nossa largada, e, para desafiar-nos mais, uma música foi solta para improvisar no ritmo oposto ao da música, foi uma bruta confusão. Mas gostei. Aprendi e pensei fazendo.
dança contemporânea
21/05/09 - Sobe o pano no Apolo, o espetáculo é 'por um fio em lã', solo de dança com Juan Guimarães. O espetáculo foi concebido para trabalhar com o tema do aborto, agora achei que ele procura abstrair bem a temática da qual trata, há quem discorde, mas para mim foi abstrato.
Há vários jogos interessantes com fios, como metafora a linha da vida, há uma cena no final que remete à crianças, talvez no final o espetáculo entregue mesmo um pouco o jogo. Achei o dançarino bom, verdadeiro, depois,voltando para casa no mesmo ônibus que ele ouvi ele dizendo sobre entradas erradas e alguns improvisos e pensei o seguinte:
Engraçado como é ser público, no teatro já sou menos iludido, já fico mais crítico, mas na dança ainda sou bastante inocente e por várias vezes me ponho aberto para o que vem, seja o que for. Na verdade, fico triste pelas vezes que fico analisando peças, digo para mim mesmo "pára e assiste, Diogo, deixa de ser chato, ninguém merece" é verdade.
Interessante mesmo foi o debate depois, mediado por Sérgio Reis, figura muito interessante da qual falo depois. Foi uma grande rasgação de ceda; o interessante disso é a função social deste debate oferecido pelo Sesc depois do espetáculo.
Não defendo que ele seja exclusivo para a classe, de forma alguma, entretanto penso o seguinte - é um debate, um momento para trocar idéias e conhecer sobre o processo dos artistas, não é a hora dos agradecimentos, rosas e afins. Sei que não curarei esse mal com uma crônica, mas parafraseando os gestores do Sesc "deixo aqui registrado..."
Outro ponto engraçado é o que é dança e o que é dança contemporânea, isso porque 'por um fio em lã' diz ser dança, mas é montado com várias intenções do que seria 'dança contemporânea', mas não me aprofundar no assunto, não vale a pena.
Ah, foi isso, acabou esse relatório.
Há vários jogos interessantes com fios, como metafora a linha da vida, há uma cena no final que remete à crianças, talvez no final o espetáculo entregue mesmo um pouco o jogo. Achei o dançarino bom, verdadeiro, depois,voltando para casa no mesmo ônibus que ele ouvi ele dizendo sobre entradas erradas e alguns improvisos e pensei o seguinte:
Engraçado como é ser público, no teatro já sou menos iludido, já fico mais crítico, mas na dança ainda sou bastante inocente e por várias vezes me ponho aberto para o que vem, seja o que for. Na verdade, fico triste pelas vezes que fico analisando peças, digo para mim mesmo "pára e assiste, Diogo, deixa de ser chato, ninguém merece" é verdade.
Interessante mesmo foi o debate depois, mediado por Sérgio Reis, figura muito interessante da qual falo depois. Foi uma grande rasgação de ceda; o interessante disso é a função social deste debate oferecido pelo Sesc depois do espetáculo.
Não defendo que ele seja exclusivo para a classe, de forma alguma, entretanto penso o seguinte - é um debate, um momento para trocar idéias e conhecer sobre o processo dos artistas, não é a hora dos agradecimentos, rosas e afins. Sei que não curarei esse mal com uma crônica, mas parafraseando os gestores do Sesc "deixo aqui registrado..."
Outro ponto engraçado é o que é dança e o que é dança contemporânea, isso porque 'por um fio em lã' diz ser dança, mas é montado com várias intenções do que seria 'dança contemporânea', mas não me aprofundar no assunto, não vale a pena.
Ah, foi isso, acabou esse relatório.
Postado por Diogo Testa terça-feira, 9 de junho de 2009 às 12:06 0 comentários Marcadores: Corpo, espetáculos
Imagens que não explodiram
14/05/09 - Dia de ir ver Imagens não explodidas no Apolo, não pude, sorry.
Postado por Diogo Testa segunda-feira, 8 de junho de 2009 às 10:16 0 comentários Marcadores: Corpo, espetáculos
O dia que não fui
07/05/09 - Sobe o pano. Mas eu faltei, então lanço o desafio, quem se dispuder a escrever escreva.
Circo
23/4/9 - Sobe o pano. A aula começou com um aquescimento punk que já nem lembro qual foi, lembro que foi punk, no estilo de "mecham ossos imaginários e existentes até que eles parem de funcionar".
Depois fomos para os tatames. Disputamos uma corrida frenética eu, Mauro, Roberto, Vila e Marquinhos para trazer oito tatames para a sala, separá-los em duas fileiras, três azuis e um vermelho em cada e brincarmos de circo.
Superdivertido, demos cambalhotas para trás, para frente, de dupla, estrelilnhas e rimos muito, muito mesmo.
Destaque para Garrel, Dolores e todos os corajosos para se arriscar, muito mais importante que fazer certo ou errado é a coragem de correr o risco.
Depois de todo esse trabalho começaram as apresentações. Primeiro Paulinha e Thaísa falando da plasticidade de movimento proposta por tio Stan. Primeiro elas citaram os tópicos da continuidade e suavidade do movimento. Não significa que um ator não deva fazer movimentos interrompidos ou grotescos/violentos. Muito mais quer dizer que ao representar a interrupção, o grotesco e a violência o ator deve sim fazê-los com continuidade e suavidade, uma coisa é representar um ideal físico, outra coisa e inibir sua capacidade criadora com ele. Fizemos o exercício de andar e nesse exercício buscamos perceber a ligação entre todas as partes de nosso corpo, com a consciência de que nosso corpo é interligado e um movimento puxa o outro. Também fizemos o exercício do mercúrio, que não fiz muito bem porque sou metido e pus os carros na frente dos bois.
O exercício do mercúrio tem por objetivo perceber a energia que corre e torneia o corpo em compasso com o movimento. Essa mesma energia era aproveitada de outra forma no exercício que eu, Camilla e Ju propusemos para a turma - o gesto psicológico de Chekhov. O gesto, como já foi dito, é uma forma de carregar energeticamente o corpo antes da cena, despertando sentimentos, força de vontade e dando presença para o mesmo.
E exercício era uma experimentação em busca do gesto e dele tirei algumas conclusões: 1- é preciso ser mais simples no gesto, o gesto busca o que há de mais intimo, a essência, a força de vontade, o sentimento. Os gestos desenvolvidos pela turma não são falhos, entretanto se classificam, em sua maioria, nos gestos que servem o propósito de uma cena ou de uma fala. São gestos psicológicos específicos. Durante o exercício poucos conseguiram um GP (gesto psicológico) global, que abrange a essência da personagem do início ao fim da peça. Claro que essa essência mudo no decorrer da ação, mas o GP é sempre um ponto de partida, nunca um de chagada. Salvo isso eu gostei muito do desempenho da turma e me senti honrado de aplicar o exercício.
Abraço.
Depois fomos para os tatames. Disputamos uma corrida frenética eu, Mauro, Roberto, Vila e Marquinhos para trazer oito tatames para a sala, separá-los em duas fileiras, três azuis e um vermelho em cada e brincarmos de circo.
Superdivertido, demos cambalhotas para trás, para frente, de dupla, estrelilnhas e rimos muito, muito mesmo.
Destaque para Garrel, Dolores e todos os corajosos para se arriscar, muito mais importante que fazer certo ou errado é a coragem de correr o risco.
Depois de todo esse trabalho começaram as apresentações. Primeiro Paulinha e Thaísa falando da plasticidade de movimento proposta por tio Stan. Primeiro elas citaram os tópicos da continuidade e suavidade do movimento. Não significa que um ator não deva fazer movimentos interrompidos ou grotescos/violentos. Muito mais quer dizer que ao representar a interrupção, o grotesco e a violência o ator deve sim fazê-los com continuidade e suavidade, uma coisa é representar um ideal físico, outra coisa e inibir sua capacidade criadora com ele. Fizemos o exercício de andar e nesse exercício buscamos perceber a ligação entre todas as partes de nosso corpo, com a consciência de que nosso corpo é interligado e um movimento puxa o outro. Também fizemos o exercício do mercúrio, que não fiz muito bem porque sou metido e pus os carros na frente dos bois.
O exercício do mercúrio tem por objetivo perceber a energia que corre e torneia o corpo em compasso com o movimento. Essa mesma energia era aproveitada de outra forma no exercício que eu, Camilla e Ju propusemos para a turma - o gesto psicológico de Chekhov. O gesto, como já foi dito, é uma forma de carregar energeticamente o corpo antes da cena, despertando sentimentos, força de vontade e dando presença para o mesmo.
E exercício era uma experimentação em busca do gesto e dele tirei algumas conclusões: 1- é preciso ser mais simples no gesto, o gesto busca o que há de mais intimo, a essência, a força de vontade, o sentimento. Os gestos desenvolvidos pela turma não são falhos, entretanto se classificam, em sua maioria, nos gestos que servem o propósito de uma cena ou de uma fala. São gestos psicológicos específicos. Durante o exercício poucos conseguiram um GP (gesto psicológico) global, que abrange a essência da personagem do início ao fim da peça. Claro que essa essência mudo no decorrer da ação, mas o GP é sempre um ponto de partida, nunca um de chagada. Salvo isso eu gostei muito do desempenho da turma e me senti honrado de aplicar o exercício.
Abraço.
E.T dos Ovos de Ouro
16/04/09 - Sobe o pano. Professor Paulo nos enche de jornal e nos pede para forrar a sala. "Ok, mas para quê"; E como se fosse a coisa mais natural do mundo "Faremos máscaras hoje".
Rebobina a fita "Como é Bial? Estou na disciplina certa?" Estávamos todos. Com cartazes sobresalentes do 'Vale dançar', tesoura, grampeador, tinta guache e fé em Deus fizemos cada um sua máscara. Me considero um total sem talento nesse quesito, mas vá lá, eu fiz meu sorriso.
Tivemos toda sorte de máscaras e algumas realmente se destacaram - o rei Persa de André ou o cacique doidão de Geraldo, por exemplo. Houveram também os Power Rangers Mauro, Roberto e Thaisa, que usaram e abusaram do azul e vermelho nas máscaras. A galinha da Ingrid e o E.T de Evilásio também estavam impagáveis - Se esqueci alguma máscara e quiserem me lembrar depois fico grato.
Prontas as máscaras, estava doido para ver a bagaceira que sairia dali quando o Professor disse "Depois, agora vamos bater papo". E fomos. A ementa chegou à nossas mãos, assim como o trabalho que apresentaremos dia 23 e 30/04 sobre certas ferramentas para a criação e partitura corporal da personagem. Eu, no caso, apresento dia 23 o trabalho sobre o gesto psicológico de Michael Chekhov com Julyana Carla e Camilla Rios. Muito boa a viagem do rapaz.
Pingos nos 'i's, fomos separados em três grupos para contar uma história sem rosto e sem voz. Teríamos nossas máscaras e nossos corpos, e tava bom demais.
Fomos eu, que estava de smiley e virei emoticon, Camilla, que fez um gato doente, Biaggio, o Pierrot cibernético dono do gato, Dolores, o cacique superpoderoso, e Vila, o ET de vargínia. O gato ficava doente, o Pierrot mandava um pedido de ajuda (eu) via internet para o cacique, que fazia a dança da chuva e convocava o ET de Vargínia para transportá-lo até o gato, onde ele pode fazer outra dança ritualística e salvá-lo da doença cruel.
Geraldo pegou Maria Joana, sentou num canto e viajou que Thaísa era um robô que precisava de corda, e já que João era muito preguiçoso para dar corda nela, pediu ajuda para Mauro, o gostosão que mandou Paula, a babona; mas ela era muito fraca e não consiguiu, Ju coitada, jurava que conseguiria mas ninguém prestou atenção nela.
André era um rei, Beto seu súdito que trouxe maravilhosas atrações para entretê-lo - Ingrid, a galinha dos ovos de ouro, Bianca fazendo Dalila (A própria - "Vai buscar Dalila, vai buscar Dalila meu bem...") e Marquinhos, o M.J. A galinha botou o ovo de ouro e deixou a concorrência para trás, o rei Andre roubou ela para si e deixou as outras atrações chupando o dedo. Beto agradeceu no final.
Depois dessa viagem toda sentamos para conversar. Ingrid disse coisas muito interessantes sobre a diferença entre máscaras neutras e expressivas. Disse que as primeiras são mais difíceis pois é preciso comunicar-se com elas e ver o que 'elas querem de você ou vice versa'. Nos recomendou a não tocar nas máscaras para não desfazer a mágica, a mantêla sempre com texturas, com sabores escondidos na fantasia. O que ficou por certo ou quase foi sua capacidade de intuitivamente nos focar no trabalho corporal, por paralizar nossas expressões somadas à nossa voz. Assim vi na máscara uma ferramente interessante de 'soltar a franga', por assim dizer.
Rebobina a fita "Como é Bial? Estou na disciplina certa?" Estávamos todos. Com cartazes sobresalentes do 'Vale dançar', tesoura, grampeador, tinta guache e fé em Deus fizemos cada um sua máscara. Me considero um total sem talento nesse quesito, mas vá lá, eu fiz meu sorriso.
Tivemos toda sorte de máscaras e algumas realmente se destacaram - o rei Persa de André ou o cacique doidão de Geraldo, por exemplo. Houveram também os Power Rangers Mauro, Roberto e Thaisa, que usaram e abusaram do azul e vermelho nas máscaras. A galinha da Ingrid e o E.T de Evilásio também estavam impagáveis - Se esqueci alguma máscara e quiserem me lembrar depois fico grato.
Prontas as máscaras, estava doido para ver a bagaceira que sairia dali quando o Professor disse "Depois, agora vamos bater papo". E fomos. A ementa chegou à nossas mãos, assim como o trabalho que apresentaremos dia 23 e 30/04 sobre certas ferramentas para a criação e partitura corporal da personagem. Eu, no caso, apresento dia 23 o trabalho sobre o gesto psicológico de Michael Chekhov com Julyana Carla e Camilla Rios. Muito boa a viagem do rapaz.
Pingos nos 'i's, fomos separados em três grupos para contar uma história sem rosto e sem voz. Teríamos nossas máscaras e nossos corpos, e tava bom demais.
Fomos eu, que estava de smiley e virei emoticon, Camilla, que fez um gato doente, Biaggio, o Pierrot cibernético dono do gato, Dolores, o cacique superpoderoso, e Vila, o ET de vargínia. O gato ficava doente, o Pierrot mandava um pedido de ajuda (eu) via internet para o cacique, que fazia a dança da chuva e convocava o ET de Vargínia para transportá-lo até o gato, onde ele pode fazer outra dança ritualística e salvá-lo da doença cruel.
Geraldo pegou Maria Joana, sentou num canto e viajou que Thaísa era um robô que precisava de corda, e já que João era muito preguiçoso para dar corda nela, pediu ajuda para Mauro, o gostosão que mandou Paula, a babona; mas ela era muito fraca e não consiguiu, Ju coitada, jurava que conseguiria mas ninguém prestou atenção nela.
André era um rei, Beto seu súdito que trouxe maravilhosas atrações para entretê-lo - Ingrid, a galinha dos ovos de ouro, Bianca fazendo Dalila (A própria - "Vai buscar Dalila, vai buscar Dalila meu bem...") e Marquinhos, o M.J. A galinha botou o ovo de ouro e deixou a concorrência para trás, o rei Andre roubou ela para si e deixou as outras atrações chupando o dedo. Beto agradeceu no final.
Depois dessa viagem toda sentamos para conversar. Ingrid disse coisas muito interessantes sobre a diferença entre máscaras neutras e expressivas. Disse que as primeiras são mais difíceis pois é preciso comunicar-se com elas e ver o que 'elas querem de você ou vice versa'. Nos recomendou a não tocar nas máscaras para não desfazer a mágica, a mantêla sempre com texturas, com sabores escondidos na fantasia. O que ficou por certo ou quase foi sua capacidade de intuitivamente nos focar no trabalho corporal, por paralizar nossas expressões somadas à nossa voz. Assim vi na máscara uma ferramente interessante de 'soltar a franga', por assim dizer.
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